AMAR NÃO É TUDO....

Se o amor fosse o bastante, as coisas seriam simples demais”. A. Camus

O dia dos namorados se aproxima e o comércio lança suas flechas. Casais em diferentes etapas da vida sentem-se impelidos a troca de presentes. Muitas são as formas de celebrar essa data, do jantar à luz de velas até uma noite dedicada ao amor. O que representa este frisson?
Normalmente, quando duas pessoas se encontram e sentem - se atraídas, mantêm-se em contatos constantes. Tudo começa pelo “ritual de sedução”. Há um primeiro momento de entrega e os vínculos se constroem.
O amor é um sentimento cuja expressão ocorre de diferentes maneiras. No início dos relacionamentos parece fácil amar a outra pessoa, mas as diferenças de valores, expectativas, entre outras, aparecem com o tempo, gerando decepções.
Não há perfeições. O encaixe perfeito é um conto de fadas. Renunciar às idealizações iniciais, perceber as diferenças, respeitá-las e estabelecer uma relação de mutualidade são passos em direção ao crescer no amar
No entanto, estar atento aos cuidados diários deste amor é manter vivo o tempero que dá o gostinho do querer mais....
É comum que a rotina diária envolva os parceiros e acomode os olhares e gestos que passam ao automatismo e levam ao distanciamento emocional.
A situação se agrava com o nascimento dos filhos. Os parceiros ao se tornarem pais, em sua maioria, direcionam – se ao grupo familiar e o casal desaparece esquecendo-se da magia da sedução.
O tempo da conquista é pleno de busca de interesses para satisfazer o outro, o tempo da rotina leva ao abandono da intensidade de perceber e tocar o outro. Fios tecidos na sedução criam a malha que sustenta e que pode apimentar o cotidiano.
Por outro lado, a intimidade e companheirismo fortalecem a conexão emocional dos parceiros ajudando-os a suportar as dificuldades que a vida impõe.
Investir na relação está além de uma data marcada no calendário. Lembre -se disto.


Norma Emiliano