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Ao
meu amor
(...) Um punhado de estrelas no infinito irei buscar e a teus
pés esparramar"...
Como renovar,
deixar acesa a chama que em um momento sublime inebriou meu ser,
fez - me sentir mulher? Tão menina, mas com o coração
aos pulos e as faces rubras. Meu primeiro beijo, o primeiro afago,
meu primeiro amor...
Essa pode
ser uma das muitas recordações que se tem quando
o amor romântico desperta na vida do ser humano.
No dia dos namorados o romantismo ressurge e os casais encontram
formas diversas de materializar o amor.
Em meio às
fantasias, alguns sentem - se mal nesse dia, ou por não
ter encontrado a "sua cara metade" ou por tê-
la perdido . Edith Piaf com o Hino ao Amor nos reporta ao amor
que sobrevive à morte e retém a esperança
do encontro pós morte.
Mas o que
falar sobre o amor? Já dizia o poeta "amar é
iluminar a dor" e o homem vive em busca desta luz. Mas onde
ela se encontra? No amor recebido e no amor-próprio. Ao
fazermos parte dessa vida, sentimos o amor daquele ser que nos
acalenta, cuida e alimenta. Cada gesto, cada movimento nos coloca
diante do amor e é esse amor que nos norteia como expressá-lo.
Quem não
recebe amor tem dificuldade de amar, pois não se acha digno
de ser amado e, portanto não ama a si próprio. Como
uma "alma perdida" perambula e distancia- se de si próprio,
não tendo como iluminar sua dor.
A qualidade
de nossa vida depende de nossos relacionamentos (pais, familiares,
amigos, amantes, etc.), tendo em vista que são eles que
nos levam a ser quem somos.
Não
há relacionamentos iguais. Cada pessoa tem sua própria
experiência e constrói através dela seu próprio
universo (subjetividade). Assim cada um pensa, sente e vê
de uma forma singular. É na dança relacional que
aprendemos que o amor do outro pode ser do tamanho do nosso, na
medida em que aceitamos e recebemos sua manifestação
de amor. No dia dos namorados renova - se o amor e como diz ditado
"quanto mais você se doar, mais você receberá".
Então revele-se.
Norma Emiliano
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