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DESEJO
DE AMAR
O amor, há
muito é cantado em prosa e versos, tem despertado muitas
emoções e atitudes ao longo da história da
humanidade. É uma palavra universal, porém é
um conceito cultural e subjetivo.
Amar e ser
amado poderiam ser simples, entretanto, envolve toda a complexidade
do ser humano, que é a responsável por tantos desencontros
amorosos. É constante a queixa de parceiros que não
se sentem amados por mais que o outro procure manifestar o seu
amor. Ele não é reconhecido. Lamentável é
ouvir alguém dizer que não consegue amar.
Será
que você já se perguntou: como me sinto amado e como
expresso o meu amor? Estes dados são fundamentais para
se crescer no amor.
Cada um de
nós aprende amar e dar amor através do processo
de aprendizagem que ocorre nas nossas primeiras interações.
Assim, trazemos um modelo de amor. De acordo com Luhman, 1990,
"o amor é um código de comportamento, um modelo
de conduta que temos diante dos olhos quando aprendemos a amar".
O amor adulto
exige um árduo trabalho. É necessário que
as demandas de satisfação individual sejam reconhecidas
por cada um e sintonizadas pelos parceiros. Assim, conhecer-se
e conhecer ao outro, dar e receber são elementos fundamentais
para amar e se sentir amado. Cabe, também, ressaltar que
na medida em que deixamos de ser meros receptores, tornamo-nos
mais livres da dependência do outro.
Desta forma,
na relação cada um precisa aprender a ver o outro
como ele é, buscando filtrar valores, crenças, medos,
expectativas. É um investimento a dois; disposição
de se deixar conhecer e aceitação recíproca.
Como escreveu Clint Weyand "Meu amor deve estar disposto
a permitir que você cresça em direções
que eu não percorri. Se não te dou esta liberdade,
meu amor é apenas um método disfarçado de
controlar você".
Norma Emiliano
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