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CRESCER/CONVIVER/SER
FELIZ
É
Preciso pensar em Família?
A
maior penitência do homem é a própria convivência
humana." São Tomás de Aquino
Quem sou eu,
como percebo as pessoas, como sou percebido, como me sinto amado?
Por que cada
filho é tão diferente do outro, se receberam a mesma
educação, foram tratados da mesma forma?
Ao nascermos,
entramos numa história, cujos personagens (pai, mãe,
avós, tios, etc) nos aguardam com muitas expectativas,
que surgem de acordo com o momento que cada um está vivendo.
A família,
como todo organismo vivo, é dinâmica, tem seu ciclo
evolutivo, que vai se cruzando com o ciclo evolutivo de seus membros.
Assim, as interações de cada filho com os pais e
com os demais membros, vão lhe trazer especificidades,
tornando únicas as suas experiências, sua forma de
lidar consigo mesmo, com as pessoas e o mundo.
Aprendemos
a nos relacionar e construímos nossa auto-imagem através
das nossas primeiras interações. Portanto, fazermos
uma viagem às nossas histórias familiares nos ajuda
a compreender que sofremos influências recíprocas
e que, também podemos encontrar respostas para as perguntas
que vamos nos fazendo no decorrer das nossas vidas.
Segundo Murray
Bowen, 1978, a melhor forma de superar relações
emocionais infantis é revê-las na origem, bem como
a melhor maneira de nos tornarmos mais capazes de lidar com qualquer
relação, é estabelecer ligações
maduras e individualizadas com nossos pais. Enfim, retornar
a nossa família para buscar um melhor relacionamento tem
duplo valor: nos amplia a teia de apoio emocional,
mas também o entendimento de como funcionam os nossos sistemas
emocionais, e como eles aumentam nossa capacidade de nos relacionar
com diferentes tipos de pessoas.
Norma Emiliano
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