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QUANDO OS
SINTOMAS APARECEM
A família
se inaugura com o nascimento do primeiro filho, momento em que
a emoção de se tornarem pais provoca no casal muitos
sentimentos, entre eles o da felicidade e esperança.
Cada filho
que nasce traz mudanças na vida de todos os membros da
família, pois a inclusão vai exigir reorganização
em vários níveis, desde o espaço físico
até o emocional
Observar a
evolução e o desenvolvimento dos filhos, quando
ocorrem normalmente, deixa os pais orgulhosos. Porém, quando
algo começa a não corresponder às expectativas
ficam surpresos e confusos. Entretanto, o que a maioria dos pais
não percebe é que as atitudes dos seus filhos são
o produto da interação familiar, portanto elas podem
estar aludindo a algo que vai mal.
Cada família
tem sua própria dinâmica, que vai se constituindo
através do cruzamento das histórias que cada um
dos parceiros traz para o novo núcleo. Assim, quando os
filhos nascem já penetram numa história que lhes
causará marcas profundas. O nascimento da criança
acarreta expectativas dos diversos membros familiares e estas
freqüentemente imprimem missões familiares a este
novo ser.
Quantos de
vocês já não ouviram dizer? Este bebê
vai uní- los. Por mais incrível que possa
parecer, esta criança (inconscientemente) passará
a maior parte do seu tempo buscando manter os pais unidos.
Os filhos
são como esponjas, alguns mais outros menos, que absorvem
para si as situações e se sentem responsáveis
pelo que acontece com os pais. Tentam de todas as formas distraí-los
dos seus conflitos, o que pode se expressar em distúrbio
de aprendizagem, distúrbio de comportamento, distúrbios
alimentares, etc. A dificuldade da família entender que
está disfuncional, leva os pais a uma ocorrida a vários
especialistas na tentativa de buscar as causas dos problemas de
seus filhos. Os pais, em momento algum, sentem-se co-participantes
do problema, rejeitando a hipótese de que é necessária
uma reorganização dos padrões relacionais;
atitudes que são úteis em uma determinada etapa
do ciclo evolutivo familiar podem se transformar em negativas
em outra etapa. Portanto, reconhecer os sintomas apresentados
pelos membros familiares como um alerta de que algo não
vai bem, pode ajudar a família a refletir sobre quais as
mudanças necessárias para que todos os membros possam
crescer individualmente e que a afetividade e a união familiar
possam ser recursos para a saúde mental.
Norma Emiliano
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