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SEXUALIDADE
NA TERCEIRA IDADE
É comum
associar-se vitalidade à juventude e em muitas sociedades
sexo é território dos jovens. Entretanto a sexualidade
é expressão do ato e da atração sexual.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS)
"... é a energia que motiva encontrar o amor, contato
e intimidade". Ela está ligada à cultura de
cada pessoa, à educação recebida, ao ambiente
que habita, às condições emocionais, bem
como a sua personalidade.
Na passagem
do tempo do indivíduo, ocorrem alterações
físicas naturais e gradativas. Essas transformações
são gerais, mas acontecem de acordo com as características
genéticas e com o modo de vida de cada um. Já foi
comprovado que alguns fatores (alimentação adequada,
exercícios físicos, controle do estresse estimulação
mental, otimismo, etc.) podem minimizar este percurso.
As pessoas
que se preocupam com a questão da idade e valorizam muito
aspectos físicos tendem a ter medo do envelhecimento. Esse
temor e a ansiedade podem acarretar interpretações
negativas das alterações na estrutura genital e
na resposta sexual. Por outro lado, a sexualidade na terceira
idade é, freqüentemente, vista e baseada em velhos
estereótipos, bem como é associada à disfunção
ou insatisfação.
Normalmente,
difundem-se os estereótipos de que as pessoas idosas não
são atraentes fisicamente, não têm interesses
por sexo ou são incapazes de sentir algum estímulo
sexual. Somando-se a esses, a falta de informação
provoca, também, atitude negativa no que se refere ao sexo
na velhice.
Pesquisas
já demonstraram que a maior parte dos idosos saudáveis
mantêm relações sexuais mesmo aos 80/90 anos.
No dito popular "quanto mais, melhor" ou seja, quanto
mais ocorra a atividade sexual mais ela acontece.
Há
mudanças normais das funções sexuais próprias
do envelhecimento, como por exemplo: certa diminuição
de resposta aos estímulos. Contudo, conhecer o fato de
que as mudanças não são disfunções,
e que uma assistência pode corrigir as práticas sexuais,
diminuem a ansiedade ou medo de falhar.
Os fatores
psicológicos e o estado emocional afetam as funções
sexuais no idoso e dentre eles podemos citar: a forma negativa
de lidar com o sexo na juventude pode enfraquecer a capacidade
de usufruir o sexo na velhice; a rotina e monotonia da relação
do casal com a passagem do tempo; sanções religiosas
que vinculam o sexo unicamente a função reprodutiva.
É importante
observar, de acordo com opiniões médicas, que as
incidências de disfunção sexual, que aumentam
na terceira idade, correlacionam-se em primeiro lugar ao aumento
dos problemas de saúde, em vez da velhice propriamente
dita. Assim sendo, os idosos passam por problemas sexuais e preocupações
que não são diferentes dos jovens; entretanto os
fatores biológicos, psicológicos e sociais podem
exigir mais atenção. Não existe idade para
o término da sexualidade. O interesse e o desejo da capacidade
de sentir prazer permanecem até o fim da vida. De acordo
com Butler Lewis "nem a idade, nem a maioria das enfermidades,
automaticamente implicam em fim do sexo".
Norma Emiliano
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