Sexualidade Infantil

A sexualidade é um tema cercado de preconceitos.
Vivemos numa época de muitas informações, a sexualidade está cada vez mais presente nos meios de comunicação, principalmente na televisão, gerando curiosidade da criança em relação à sexualidade.

Paradoxalmente os pais se percebem inseguros na forma de lidar com as primeiras manifestações da sexualidade da criança. Tais manifestações geram angústia e ansiedade nos pais ao se perguntarem o que fazer, com fazer?

Muitos buscam uma receita, respostas, na tentativa de baixar a ansiedade diante deste momento, outros, inconscientemente, alienam-se para não ter que enfrentar o assunto. Alguns se dispõem a pensar sobre o assunto, repensar valores e refletir sobre os seus objetivos enquanto educadores. Contudo, a grande dificuldade está nos conflitos destes pais com sua própria sexualidade.

Como foram introduzidos na sexualidade? Suas atitudes foram acolhidas ou rejeitadas
Como questionamentos atendidos? pelos pais? Como se percebem como seres sexuados?
Essas e muitas outras questões permeiam os pensamentos paternos no momento de lidar com seus filhos.

Neste sentido, o primeiro passo de uma boa educação sexual consiste na
plena aceitação da condição sexual da criança.

A forma como o bebê é cuidado, o banho, a amamentação, a troca de carinho e de olhar estabelecem as primeiras sensações que servirão de base para edificar os vínculos amorosos e o despertar do desejo de aprendizado.

A descoberta do próprio corpo pelos órgãos dos sentidos ocorre durante o primeiro ano de vida. A criança olhando e brincando com as próprias mãos. As brincadeiras, os jogos sexuais e curiosidades são indispensáveis à formação No decorrer do segundo ano, as crianças se interessam em descobrir por onde saem as fezes e o xixi e assim descobrindo assim, as sensações agradáveis do toque nos órgãos genitais.

Na fase dos quatro anos, surgem as brincadeiras onde as crianças podem ter um contato mais direto com a diferença dos sexos, como por exemplo, brincadeiras de casinha, de médico, etc. Neste tipo de brincadeira estão satisfazendo uma curiosidade infantil e não há erotização nesse contato. Assim sendo, os pais não devem repreender, mas desviar a curiosidade da criança para outros estímulos.

Com seis anos, as crianças passam a buscar as razões, os porquês por trás de um problema ou de um fato. Nesse momento, a curiosidade de saber como elas vieram ao mundo e a diferença entre meninos e meninas começam a ser despertadas. As perguntas surgem e a melhor maneira do adulto receber e responder a esses questionamentos é com clareza e simplicidade.

A conversa aberta, espontânea e verdadeira dos pais com os filhos e suas explicações sobre sexo contribuem para a intimidade, confiança, afetividade e criará um ambiente interno infantil mais seguro.

 

Norma Emiliano